ANEXO 1: ORGANIZAR UM GRUPO FOCAL

http://register.un75.online

Se decidir organizar um grupo focal, selecione os participantes de forma clara e transparente e segundo critérios bem definidos e justificáveis. A qualidade das consultas dependerá em larga medida de uma representação credível dos vários grupos de interessados.

Os critérios de identificação dos participantes podem incluir:

  • a credibilidade
  • a competência e conhecimento das questões de desenvolvimento a nível local
  • a capacidade institucional
  • a representação de uma comunidade ou grupo marginalizado
  • organizações cujos membros se ocupem de questões económicas e sociais
  • a responsabilização perante uma comunidade ou um grupo representado
  • o equilíbrio de género e entre gerações
  • a localização em zonas urbanas, rurais ou remotas

Um levantamento das partes interessadas a nível nacional e subnacional pode ajudar a definir e a equilibrar a participação dentro de um grupo ou entre grupos de partes interessadas, clarificar a dinâmica e as relações que podem influenciar as consultas e garantir que ninguém que deva ser incluído é deixado de fora.

Os dados desse levantamento podem ser desagregados por género, etnia, residência (zona rural ou urbana, bairro de lata, etc.) e por setores de atividade económica, entre outras possibilidades, a fim de refletir a situação e as condições de vida dos diferentes grandes grupos.

Deve ser prestada especial atenção às pessoas que normalmente não participam neste tipo de iniciativas, como os adolescentes, os trabalhadores migrantes, as pessoas sem abrigo, os trabalhadores do sexo, etc. Alguns participantes podem ter falta de competências ou condicionalismos de tempo (como a perda de um dia de salário) que impliquem um certo ajustamento a essas circunstâncias. Outros podem necessitar de espaço, e, eventualmente, da ajuda de um facilitador, para desenvolver os seus contributos no contexto das suas próprias estruturas antes de os partilharem no âmbito da consulta mais alargada. Convém igualmente não esquecer que, no caso de alguns grupos marginalizados, podem existir riscos para a segurança pessoal.

PREPARAR UM GRUPO FOCAL

Ter em conta os aspetos que se seguem pode ser útil para elaborar um plano de consulta, nomeadamente para assegurar o respeito dos princípios da inclusão, da equidade e da responsabilização.

  • Existem alguns condicionalismos que podem bloquear a participação de certos grupos?
  • Existem algumas diferenças entre os vários processos de tomada de decisão das partes interessadas, por exemplo, no que diz respeito à representação, delegação de poderes e/ou à regra da maioria?
  • De que forma as ferramentas ou canais de comunicação podem ser adaptados aos valores, normas e línguas das partes interessadas?
  • Que mecanismos de consulta culturalmente adequados podem ser criados?
  • Pode-se recorrer a instituições ou instâncias de diálogo já existentes que funcionem bem, por exemplo, mecanismos nacionais ou da sociedade civil?
  • Como divulgar as informações sobre as consultas com a devida antecedência, para que os participantes disponham de tempo suficiente para se prepararem?
  • Como podem as partes interessadas que investiram tempo e esforço nas consultas ser informadas dos resultados? (Nota: a equipa ONU75 está a desenvolver uma plataforma mundial para ilustrar os principais resultados dos debates.)
  • Que mecanismos de feedback asseguram que as partes interessadas têm a oportunidade de apresentar sugestões ou preocupações?

DIRIGIR UM GRUPO FOCAL

Qualquer diálogo deve basear-se num mandato e num documento de reflexão claros. Em certos casos, estes podem ter de ser adaptados (em termos de língua, formato) em função das características do público. Todos os participantes devem ter acesso a essas informações antes de darem início à sua participação. Em certos casos, o facilitador pode definir um plano de trabalho para a comunicação com os participantes na fase anterior à consulta.

Uma vez decidido o momento da consulta, os facilitadores devem:

  • Preencher o formulário de inscrição ONU75, de forma a obter um número de identificação utilizado para rastrear os vários diálogos.
  • Informar os participantes da ordem de trabalhos da consulta e de outras informações de fundo.
  • Para os grupos de pessoas, convidar cerca de 12 pessoas do mesmo meio (por exemplo, jovens), para obter, regra geral, um grupo de 8 a 10 participantes.
  • Tomar nota dos dados demográficos ou socioeconómicos dos participantes, mas só os partilhar com a autorização dos interessados.
  • Reunir fotografias e gravações áudio e vídeo para integrar no formulário de feedback do moderador e para fins de comunicação, com o consentimento escrito dos participantes.
Close Menu